quinta-feira, 25 de março de 2010
café filosófico
Tema do mês: "Ser ou Não Ser? Uma questão abstrata ou cotidiana?"
06/04: a questão da identidade e da alteridade, textos de Platão, Nietzsche e Fernando Pessoa. A interpretação do enigma humano: o "conhece-te a ti mesmo".
13/04: leitura de "A República"- Platão, para debater sobre o ideal humano. Paralelo ao texto de Gurdjieff, sobre a tripartição da alma humana.
20/04: questionar o que é a realidade, leituras de textos de fragmento de Heráclito e Parmênides.
27/04: exibição do filme "Matrix".
sábado, 13 de março de 2010
Projeto de 2010: "CAFÉ FILOSÓFICO"
Gostaria de primeiramente dar-lhes as boas vindas nesse ano novo, ao nosso projeto que esse ano irá se alastrar, e expandir através das exibições de cinema na escola.
Entao acho que para começar nada melhor do que colocar em pauta o velho questionamento filosófico, que trabalho insistentemente com vocês: "quem sou eu", ou nas palavras de Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo".
O nosso projeto esta disponivel aqui nesse blog para quem quiser saber um pouco mais dos nossos propósitos e tambem para poder se programar melhor.
A partir de abril, todas as terças feiras as 15h.
Espero por vocês!
Abraços!
Profª Ieda Terra
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O fardo da existência

Ex-sistere. Existir. Existencialismo.
O homem é responsável por si e não há vontade divina que controle seu rumo.
É exatamente isso que a corrente filosófica existencialismo prega: cada um tem o fardo da responsabilidade por si e pelo mundo à sua volta.
Quando me dei conta de que tudo o que vivo é conduzido por minhas próprias mãos me senti angustiado, insatisfeito com quem sou...
Desejei ser Fernando Pessoa: com a sua inadequação pra seu mundo e seus heterônimos modernistas: "Não sou nada.Nunca serei nada.Não posso querer ser nada.À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
Tento me encaixar em outros e fugir para outro lugar. Me reconstruo aos poucos, da insatisfação que tenho vivido e da irracionalidade que assisto diariamente.
É doloroso demais! É um fardo pesado pra que eu carregue!
O mundo gira numa corrida alucinada para lugar algum. A tecnologia avança mas não resolve questões mínimas. A alienação é feita de Pão e circo.
Quero ser outro.
Penso em voltar à escuridão da caverna, novamente me acorrentar e assistir às sombras do mundo das idéias.
Mas é tarde.
Tudo está em minhas mãos, sou um joguete obrigado ao livre arbítrio.
Estou condenado a ser livre.
Ruana Castro
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Existencialismo
_Fiz uma pergunta a quem estava no grupo e repasso ao querido leitor,quantas vezes você não acordou com o peso da existencia?,pensando nessas varias perguntas das quais falei antes,porque realmente existir é muito pesado quando você é consciente,quando você sabe que enquanto você está na frente do computador,em algum lugar no mundo,ou até mesmo no seu país ou quem sabe na sua rua tem alguem passando fome,aí você tem consciência,e se faz perguntas, tais como:a vida é justa?,por que aquela pessoa passa fome?,entre outras,e nesse momento bate um peso um dorzinha lá no fundo, e isso que eu chamo de peso da existencia,um pequeno exemplo de consiência de existir.
_Mas ainda sim existencia é um pouco mais complexo,mas deixo aqui minha humilde opinião agradeço a todos do grupo e a todos que frequentam esse espaço,e lembrem-se,conheça-te a ti mesmo(subexista),abraço até a proxima.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
“O Banquete” de Platão
Nesse texto, o autor questiona o significado do amor e da beleza.
O amor, tal como Eros, possui esses dois lados. Se por hora somos correspondidos quando amamos alguém, imediatamente nos tornamos como Poros, o pai de Eros. Possuímos assim a mais tenra sabedoria, e sabemos como ninguém a astúcia para conquistar a pessoa amada.
Ao contrario, se nosso amor não é correspondido, tornamo-nos como a deusa Penúria, cheios de lastimas e amargura, como que a mendigar o amor de alguém que não nos quer.
A relação entre o amor e a beleza foi o enfoque de nossa discussão durante a leitura. Amamos aquilo que é belo. Acima de qualquer duvida, buscamos a beleza em nossas ações, em nossas escolhas.
Mas, para alem da beleza física, Platão nos propõe um modelo de beleza ideal. A beleza concebida como algo divino. A beleza que não se restringe a um único individuo amado, à uma única obra de arte, a um único pôr do sol. Mas sim a beleza vista como um todo, um absoluto que permeia todas as coisas do universo. Até a contemplação das idéias perfeitas e abstratas sobre a beleza.
Questiono aos meus alunos:
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
No nosso ultimo encontro discutimos sobre a influencia do pensamento mistico nas origens da ciencia. Percebemos, atraves da leitura de trechos de filosofos como Agripa, Telésio e Hermes Trismegistro (filosofos tidos como naturalistas por desenvolverem e aperfeiçoarem os experimentos na area médica), inumeros elementos espirituais nas teorias cientificas.
Telesio afirma que para conhecermos as verdadeiras causas das enfermidades humanas é preciso antes mais nada conhecer o mundo em que vivemos, e seus elementos constituintes de todos os planetas.
É muito interssante notar a ideia que desenvolviam esses pensadores, ao afirmar que microcosmo é como uma imagem em réplica do que acontece no macrocosmo; o "micro no macro". Essa ideia tão difundida hoje pela fisica quântica. Hermes afirma em sua "Tabua de Esmeralda": "o que esta em baixo é como o que esta no alto, e o que esta no alto é como o que esta embaixo".
Nosso debate foi muito interessante pois os alunos troxerem ideias pertinentes à Homeopatia, e a alopatia, ou seja, temas extremamente atuais acerca do que esses filosofos desenvolveram em meio a transiçao da idade media para o Renascimento. Da necessidade de se conhecer a natureza, sem tirar-lhe o que lhe é essencial: o Espirito do cosmos.
Para finalizar, lemos um trecho da carta da transdiciplinaridade desenvolvida na França, que diz ser extremamente necessario, em nossos dias, nao excluir as tradiçoes misticas da ciencia, pois uma sem a outra é como um corpo sem vida. Ja que a própria ciencia, mesmo com toda sua evolução, não nos deu as respostas às nossas eternas inquietaçoes acerca da vida e da morte. Assim sendo, é necessario mesclar essas duas potências para que assim possamos trazer vida e sentido à toda evoluçao humana.
Prof.ª Iêda Terra
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Sejam muito bem vindos a esse blog! Aqui o espaço esta aberto para que vocês expressem todas as suas inquietações, todas as suas dúvidas (como propõe Descartes, é preciso duvidar mesmo de quase tudo!)
Espero que voces aproveitem esse espaço para ler com mais frequencia, para debater assuntos pertinentes às nossas aulas e leituras, para expor opiniões pessoais, para criticar e sugerir novas idéias.
Enfim...Fiquem a vontade, pois o espaço é de vocês!
Um abraço!
Prô Ieda